Portal Movimento das Artes
Coluna Especial: - PONTO SEM NÓ -
por: Antônio Luiz Silva Magnani

O RISO PERDE A GRAÇA


Nesta semana, dois dos maiores profissionais do riso se foram. Estou me referindo a Ronald Golias, aos 76 anos, e Don Adams, aos 82. Ronald Golias, sãocarlense de nascimento, que durante gerações fez o povo brasileiro ter um pouco de alegria com a trapalhadas do seu mais popular personagem: Carlo Bronco Dino Sauro. Em seu apogeu, o Bronco participou com sucesso e sempre roubando a cena no seriado “A Família Trapo”, na TV Record, nos anos 60/70. Ao lado de um grande elenco, formado por Otelo Zeloni, Renata Fronzi (ambos falecidos), Cidinha Campos (Ex-Vereadora), Renato Corte Real e Jô Soares, em início de carreira, o programa dominava as noites de sábado. Um outro personagem, Pacífico, também fazia travessuras numa escolinha muito infernal. Fez sucesso em todos os canais de TV por onde passou (Record e SBT). Apenas na Rede Globo não foi bem sucedido, pois a ele impuseram um modelo enlatado, bem ao estilo americano, avesso ao seu estilo livre, descontraído e bonachão. Morreu de infecção generalizada.

Quanto a Don Adams, conhecido por seu trabalho no seriado Agente 86, onde interpretava o agente federal supersecreto da C.O.N.T.R.O.L, Maxwell Smart, que vivia em luta constante contra os agentes inimigos da K.A.O.S. Seu personagem era uma sátira ao personagem James Bond, interpretado por Sean Cornnery, que vivia situações espetaculares, saindo-se delas por meio de truques fora dos padrões humanos, além de viver cercado de lindas mulheres. Já Smart era o contrário. Era apaixonado pela linda Agente 99, pela qual tinha medo de declarar o seu amor. Seu maior meio de comunicação era o seu “sapatofone”, o precursor do telefone celular. Fora a série Agente 86, Dom Adams fez um único filme durante toda a vida: “The Nude Bomb”. Morreu de infecção pulmonar.

Fui, mas volto logo...
 


Antônio Luiz Silva Magnani - Jornalista
e-mail: alusima@terra.com.br

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Publicado no Portal Movimento das Artes - 28/09/05