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Nesta edição, participaram
do Festival de Música da Alta Mogiana
talentos de várias regiões do
país. Ao todo foram 574 músicas inscritas.
Os vencedores e classificados
do 6º a 12º lugar levaram
R$ 34,5 mil em prêmios
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1° Lugar Dani Black |
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2° Lugar Paulo Monarco |
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4° Lugar Val Donato |
Ribeirão Preto, 25 de novembro de 2013 – Da
tradicional e clássica MPB, ao samba, música de raiz, funk, ciranda, pop
e muito mais. O FAM (Festival de Música da Alta Mogiana) apresentou
neste ano uma diversidade de ritmos e estilos que agradou a todos. O
festival terminou no último sábado (23), com apresentação de 12
finalistas e o show “Tributo a Tim Maia”, com a banda Black Rio, que
eletrizou o público, no espaço do Núcleo Kaiser de Cinema, em Ribeirão
Preto, no interior de São Paulo.
O primeiro lugar conquistou não só os jurados do festival como a platéia
que cantou o refrão de Because Ousa junto com a intérprete Duda Brack,
de São Paulo. A música é de autoria de Dani Black e João Guarizo e já
foi premiada em vários outros festivais pelo país. Para a cantora Duda
Brack, o que impressionou no FAM foi “a vibe que ela sentiu como troca
com o público”. “Foi demais, senti que as pessoas aqui estavam de
coração aberto para receber nossa música”, expressou. Para ela,
festivais como o FAM dão oportunidade para que trabalhos musicais que
estão conhecidos apenas em suas regiões ganhem amplificação. “O festival
leva a música para um lugar que ela não chega tão fácil. É muito bom,
pois nós músicos podemos expressar nossa verdade artística e isso é o
que mais importa”.
Em segundo lugar ficou Paulo Monarco com a canção
Quero Ser Máquina (Cuiabá/MT), de autoria dele em parceria com a
compositora Dulce Quental. Monarco se sobressaiu no palco pela letra e
música e também por uma interpretação irreverente. Segundo ele, o mais
interessante do FAM é o ecletismo dos estilos. “Aqui a gente não sente
que há aquela imposição da MPB intocável e sim permissão para que todo
tipo de veia artística se manifeste”, comenta. Monarco contou que esta
canção foi sua primeira parceria com Dulce Quental, “depois abriram as
comportas”, brinca.
O perfil eclético também chamou a atenção dos jurados.
Rafael Altério, conhecido com Garga, disse que o mais interessante foi
esta mistura de tendências musicais que percebeu no FAM. José Mauro
Gnaspini, que foi jurado pela segunda vez, disse que para julgar um
festival desta proporção, foi preciso despir-se de qualquer
pré-julgamento. “Procurei não usar critérios técnicos. Avaliei como cada
música chegou à plateia”, disse. A cantora Vânia Lucas também foi jurada
do festival e afirmou que avaliou conforme sua experiência de palco e
carreira, mas garantiu “música boa é música bonita”. Já o jurado Luís
Avelima, comentou que festival é sempre uma incógnita, mas disse que
veio preparado para ouvir todo tipo de música. Na ótica dele, o mais
bacana foi que o FAM traz músicos de todos os cantos e isso garante a
pluralidade musical. Daniel Peixe, também jurado, concluiu que usou
critérios técnicos para avaliar letra e música, mas deixou o nível de
apresentações também pesar. “A gente também julga como aquele som nos
toca”.
A equipe de jurados afirmou que foi difícil escolher
entre tantos talentos que despontam no Brasil. Em terceiro lugar, o
prêmio foi para o Amapá em reconhecimento à interpretação inusitada de
Brenda Melo, com a música Coração Benedito, de Joãozinho Gomes e Enrico
DiMiceli.
Além destas premiações a música Pra que você goste, de
Val Donato (Cajazeiras/PB) ficou em 4º lugar; Vestida como a flor,
interpretada por Lula Barbosa, com composição dele em parceria com
Clodoaldo Ferreira (Belém/PA) conquistou o 5º lugar e a música Queda da
Babilônia, de Marcus Rosa/ Funk Buia/ com o Grupo Veja Luz (Taboão da
Serra/SP) ganhou como aclamação popular.
O festival distribuiu R$ 34,5 mil em prêmios,
divididos em: 1º lugar – R$ 11 mil, 2º lugar – R$ 7 mil, 3º lugar – R$ 5
mil, 4º lugar – R$ 4 mil, 5º lugar – R$ 2 mil, aclamação popular – R$ 2
mil e classificados de 6º a 12º - R$ 500. Durante a premiação, o jurado
Rafael Altério, o “Garga”, anunciou que na próxima edição, o vencedor,
além do tradicional prêmio em dinheiro que o festival oferece, receberá
como prêmio adicional o direito a gravar um CD no famoso estúdio Sollua,
também conhecido como Gargolândia.
Segundo um dos organizadores do FAM, Fabiano Rangel, o evento reuniu
cerca de 2 mil pessoas e apresentou três shows com atrações consagradas
com Mundo Livre S/A, Aláfia e Black Rio, com um tributo especial ao
“síndico” Tim Maia. “Vamos manter atrações de encerramento como estas
para o próximo ano”.
O diretor artístico do festival, Dimi Zumquê, disse
que a eliminatória de sexta-feira (22) foi uma das melhores que já viu e
ouviu, incrementando a final de sábado. Para ele, isso só é resultado do
alto nível de talentos que torna a música brasileira conhecida em todo o
mundo.
Na ocasião de entrega dos prêmios, participaram o
Secretário da Cultura de Ribeirão Preto, Alessandro Maraca e a
representante da Refrescos Ipiranga, patrocinadora oficial do evento,
Jaqueline Marques. Alessandro Maraca expressou que o festival já é um
projeto cultural que representa a cidade e cumprimentou os
organizadores. “Vocês têm um papel de fomentar a música do nosso país” e
desejou “vida longa ao FAM”.
O FAM é realizado pela Eclética Produtora de Ideias e
Zumquê Produções e Arte, tem o apoio do ProAC (Programa de Ação
Cultural) da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e o patrocínio
da Companhia de Bebidas Ipiranga, Sasazaki, Grupo Moreno, Madeiranit e
Savegnago.
FINALISTAS:
Aclamação Popular: Queda da Babilônia (Marcus Rosa/ Funk Buia/ Veja
Luz) – Prêmio de R$ 2 mil
5º lugar - Vestida como a flor (Clodoaldo Ferreira/
Lula Barbosa) – Prêmio de R$ 2 mil
4º lugar – Pra que você goste (Val Donato) – Prêmio de
R$ 4 mil
3º lugar – Coração Benedito (Joãozinho Gomes/Enrico
DiMiceli) – Prêmio de R$ 5 mil
2º lugar – Quero ser máquina (Dulce Quental/ Paulo
Monarco) – Prêmio de R$ 7 mil,
1º lugar – Because Ousa (Dani Black/ João Guarizo) –
Prêmio de R$ 11 mil
Obs. Todos classificados de 6º a 12º receberam R$ 500.
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